Existem diferentes formas de medo, aquele que tem uma razão de ser evidente, quando nossa vida está sendo diretamente ameaçada, e o medo como manifestação de uma doença psicológica.Neste caso, o medo não se apresenta como reação a uma ameaça real, concreta e imediata, mas é simplesmente resultado de um estado de preocupação, ansiedade, ou tensão bastante elevados. Sente-se medo de que algo possa acontecer, ou seja, desencadeia-se um estado de pavor simplesmente baseado em uma mera hipótese.Lutar contra este tipo de medo pode parecer fácil, a principio, visto que não existe qualquer perigo direto, porém, não é uma tarefa tão simples. A mente, ao fixar-se na probabilidade de que algo ruim possa acontecer, gera um desequilíbrio não apenas no nível das emoções, mas também no corpo físico, trazendo como conseqüência doenças reais que podem comprometer a possibilidade de uma vida normal.Não é de se admirar que nos dias que correm tantas pessoas sofram da chamada síndrome do pânico, uma doença que se caracteriza por um medo difuso, sem causa concreta, que surge como conseqüência de um estado de ansiedade extremamente grave.A violência que nos é apresentada diariamente nos noticiários de TV só faz agravar ainda mais o estado de paranóia das pessoas que possuem uma tendência a desenvolver esta doença. Evitar o contato com este tipo de programa é a melhor demonstração de amor que elas podem fazer por si mesmas.Mas o tratamento inclui muitas outras atitudes. O primeiro passo é observar, de modo isento, como a mente atua para gerar o estado de pânico. Sempre que alguém se sentir tomado por esta sensação de pavor, inicialmente deve manter a respiração sob controle, diminuindo o ritmo das inspirações e das expirações. O medo, assim como a raiva, não se sustenta num estado de relaxamento do corpo e da mente.É fundamental que no dia-a-dia, antes que uma crise se apresente, treine-se a consciência do ato de respirar e, a seguir, se observe a mente, para perceber o seu mecanismo e como os pensamentos negativos tentam impor algo totalmente imaginário como se fosse real.A meditação tem sido experimentada com sucesso como forma de manter sob controle a ansiedade e os sintomas do pânico. A terapia com as essências florais, bem como a terapia psicológica, principalmente a que trabalha com a liberação de conteúdos emocionais inconscientes, também são de grande ajuda.Somente a atenção permanente sobre si mesmo permitirá perceber de modo claro quando o desequilíbrio estiver se instalando, e sair em busca de ajuda para libertar-se da doença do medo.
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