terça-feira, 30 de junho de 2009

TERAPIAS HOLÍSTICAS NO SERVIÇO PÚBLICO

LEI Nº 5471, DE 10 DE JUNHO DE 2009. ESTABELECE NO ÂMBITO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO A CRIAÇÃO DO PROGRAMA DE TERAPIA NATURAL. O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Faço saber que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Fica criado o Programa de Terapia Natural para o atendimento da população do Estado do Rio de Janeiro, com vistas ao seu bem estar e a melhoria da qualidade de vida. Artigo 2º Constituem objetivos do Programa de Terapia Natural: I - a promoção da saúde e a prevenção de doenças através de práticas que utilizam basicamente recursos naturais. II - a implantação de Terapia Natural junto às unidades de saúde e hospitais públicos do Estado, dentre as suas diversas modalidades, tais como: Massoterapia, Fitoterapia, Terapia Floral, Acupuntura, Hidroterapia, Cromoterapia, Aromaterapia, Oligoterapia, Geoterapia, Quiropraxia, Iridologia, Hipnose, Trofoterapia, Naturologia, Ortomolecular, Ginástica Terapêutica e Terapias da Respiração. III ? o estímulo à utilização de técnicas de avaliação energética das terapias naturais; IV ? a divulgação dos benefícios decorrentes das terapias naturais. Art. 3º As modalidades terapêuticas adotadas através do Programa de Terapia Natural deverão ser desenvolvidas por profissionais devidamente habilitados e inscritos nos respectivos órgãos de classe municipal, estadual ou federal. Art. 4º Para o disposto nesta lei, o Poder Executivo poderá celebrar convênios com órgãos federais e municipais, bem como com entidades representativas de terapeutas naturistas. Art. 5º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas suas disposições em contrário. Rio de Janeiro, em 10 de junho de 2009.


SÉRGIO CABRAL Governador

segunda-feira, 22 de junho de 2009

LIDANDO COM A TRISTEZA

Uma das questões que mais suscita ansiedade nos seres humanos é: como livrar-se da tristeza? Este sentimento é, talvez, o mais prontamente rejeitado quando surge no interior de alguém.Entretanto, ele é parte indissociável da vida, tanto quanto a alegria. Aceitar esta verdade reduz, em grande parte, o mal estar que experimentamos quando somos tomados pela tristeza.Aceitar não significa querer cultivá-la para sempre, nem considerá-la agradável, mas sim reconhecê-la como uma demonstração importante de sensibilidade, qualidade imprescindível à condição humana.Quanto mais tentamos negar a tristeza ou rejeitar este sentimento, querendo que ele desapareça o mais rápido possível, mais difícil será nos libertamos, pois tudo o que é negado ou reprimido tende a se tornar ainda mais forte e predominante em nós.Devemos aceitar com tranqüilidade que, em algumas circunstâncias, é impossível e antinatural não sentir tristeza. Porém, não podemos perder de vista, nem mesmo nestes momentos, que a felicidade deve sempre ser a meta principal da vida, por pior que seja a situação que estejamos enfrentando.Ter em mente que aquela situação é uma realidade momentânea, e não será definitiva, nem a única condição possível para o resto de nossas vidas, ajuda-nos a ter forças para construir uma nova disposição interior."Aceite a tristeza como parte da vida - não resista a ela, permita-a, ajude-a. E este é o caminho alquímico para transformar de modo total a natureza da tristeza. A natureza da tristeza torna-se clara. Em pouco tempo não é mais tristeza - ela é transformada em alegria. Tristeza permanece tristeza se você luta com ela, se você a nega, se você a rejeita.A tristeza permanece tristeza se você está contra ela - de outra forma, a tristeza é pura energia. Se você a recebe, se você a abraça, se você não tem medo dela, nem raiva dela, você ficará surpreso, imensamente surpreso: você terá mudado totalmente a natureza dela, ela não é mais tristeza. Mesmo as lágrimas começam a se tornar sorrisos, e a tristeza se torna silêncio.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A CAPACIDADE DE SE AUTO-SUSTENTAR

A paz interior é um estado de equilíbrio que surge quando nossas forças ativadoras e nossa capacidade de relaxar estão em harmonia. Isto é, quando estamos sintonizados tanto com a nossa força de combate, como com a nossa capacidade de entrega. Mas, em geral, permanecemos alertas até mesmo quando já podemos relaxar. É como se, ao afrouxarmos o controle sobre nós mesmos, alguma coisa ruim pudesse ocorrer. Intuitivamente, buscamos sempre saídas que nos levam a uma qualidade de vida melhor. Isto é, com menos pressão e mais abertura, pois sabemos que ficar presos por nossa própria atitude interior é um modo de vida limitador. No entanto, se não estivermos familiarizados com a capacidade de nos sustentarmos, estaremos constantemente buscando nos amparar fora de nós. Mas, o que nos proporciona essa sensação de poder relaxar em nosso solo interior com confiança e soltura?A capacidade de auto-sustentação surge à medida que nos sentimos disponíveis para nós mesmos: estamos à vontade exatamente com quem somos. Quando paramos de nos defender de nós mesmos, naturalmente nos tornamos boa companhia. Esta amizade interior não ocorre apenas no nível do pensamento, como se pudéssemos simplesmente dar uma ordem interna: "seja amigo de você mesmo, aprenda a se bastar!". A auto-sustentação não surge porque nos demos uma ordem, mas sim porque nos abrimos para nós nos recebermos tal qual como somos. Auto-sustentação não quer dizer estar desconectado de qualquer fonte de nutrição e contar apenas com seus recursos. È exatamente ao contrário! Ela surge quando superamos o condicionamento de que somos seres solitários. Em outras palavras, auto-sustentar-se não quer dizer "ser só eu", "por mim mesmo", mas sim, em "ser si mesmo no todo". Este é um processo profundo, que requer um treinamento mental capaz de nos ajudar a desconstruir nossos hábitos mentais negativos. No budismo, esse treinamento ocorre por meio dos ensinamentos (do Dharma) e da meditação: ambos nos ajudam a abandonar uma falsa visão sobre nós mesmos e a nos familiarizarmos com nossa natureza inata de uma mente saudável. Independente do método que você possa encontrar, o que eu quero é alertar para a nossa necessidade de nos oferecer um modo de vida mais próspero e abundante. Observo que muitas vezes já não lançamos mão de recursos externos porque estamos exageradamente presos à idéia de nos tornarmos emocionalmente autônomos. Não queremos ajuda! Por isso, gostaria de ressaltar a diferença entre nos ampararmos nos outros e nos deixarmos ser por eles nutridos e inspirados. Por exemplo, quando usamos uma bengala. Ela nos serve de apoio ou de estímulo? A força está na bengala em que nos apoiamos ou na nossa capacidade de usá-la?Quando nos amparamos na força alheia, temos a intenção de que o outro faça esforço por nós, mas quando vemos os outros como fonte de nutrição e estímulo, temos plena consciência de que o esforço é nosso. Por isso, apesar de ninguém poder de fato nos poupar da parte que nos toca, podemos receber toda a ajuda necessária sempre que ela estiver disponível! Pequenas atitudes que estimulem positivamente nossos cinco sentidos também são sempre bem-vindas: boa música, um aroma agradável no ar, algo de saboroso para comer, um banho quente ou um creme para nos massagear e contemplar imagens que nos dão prazer pode ser de grande valia. Quando estamos desanimados ou tristes, nosso corpo precisa ser bem tratado, pois, afinal de contas, é ele que nos dá a base para nossa mente relaxar!

Por Bel Cesar