segunda-feira, 3 de novembro de 2008

IMAGINAÇÃO ATIVA

Uma ferramenta muito usada nas sessões de terapia é a imaginação ativa, por isso aqui está uma explicação resumida porém embasada desta ferramenta.
A Psicologia Analítica, de Carl Gustav Jung, propõe a “imaginação ativa” como uma maneira dialética particular de lidar com o inconsciente. Esta técnica consiste em quatro fases: libertar-se do fluxo de pensamento do ego; deixar que uma imagem de fantasia do inconsciente flua para o campo da percepção interior; conferir uma forma à imagem relatando-a por escrito, pintando-a, esculpindo-a, escrevendo-a como uma música ou dançando-a; confrontar-se moralmente com o material produzido/imaginado (FRANZ, 1999).
Durante a “imaginação ativa” não existe uma meta que obrigatoriamente tenha que ser atingida, nenhum modelo, imagem ou texto a ser usado, nenhuma postura ou controle da respiração são recomendados, o paciente não se deita e nem o terapeuta participa das fantasias.
A pessoa simplesmente começa com o que vem de dentro dela, com uma situação de sonho relativamente inconclusiva ou uma momentânea modificação do estado de espírito. Se surge um obstáculo, a pessoa que medita é livre para considerá-lo ou não como tal; é ela que resolve como deve ou não reagir diante dele.

No Budismo Tibetano as visualizações são bastante utilizadas nas práticas de meditação. Divindades, símbolos, imagens da natureza, cores e sons associados ou não a gestos são usados para frear os turbilhões de pensamentos, tranqüilizar e despertar a devoção e sentimentos elevados.

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